Mostrar mensagens com a etiqueta Empresas do Estado. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Empresas do Estado. Mostrar todas as mensagens

domingo, 13 de novembro de 2011

Prémios e Subsídios no Metro de Lisboa

Depois de uma semana de greves nos transportes públicos que me obrigaram a levar o carro para o trabalho (com tanta buzina pensei que ia ficar louco, mas fiquei com uma dúvida, está uma fila enorme, carros por todo lado a sra. atrás do meu carro não parava de buzinar, mas para onde ela queria que eu fosse?? %%&$!"#$%) demorei uma data de horas para chegar a casa, nem me deixaram ver o jogo de Portugal.

E como não entendi porque fizeram greve, fui tentar ver no site do tribunal de contas se descobria alguma coisa.

Hoje fui ver o relatório do metropolitano de Lisboa.

Quando a subsídios estamos a falar de:

"- Subsídio de Agente Único
- Subsídio Quilometragem
- Subsídio Limpezas Técnicas *
- Subsídio de Ajuramentação *
- Subsídio Acréscimo de Função *
- Subsídio de Salubridade *
- Subsídio Função e Manobras *
- Subsídio Prevenção
- Vencimento Carreira Aberta


* Na base do novo Acordo de Empresa de Março de 2009, aqueles subsídios passaram a estar integrados na nova estrutura salarial." (Que belo acordo)


Quanto a prémios:


"- Prémio de Desempenho
- Prémio de Performance
- Prémio de Assiduidade
- Prémio Assiduidade Trimestral"


Está conclusão não é minha é do tribunal de contas em 2010

"O adiar sistemático da concretização de uma solução que inverta a situação de falência técnica e défice operacional crónico das empresas tem, sobretudo, acarretado o aumento significativo do endividamento das empresas, na sua maioria avalizado pelo Estado, e a respectiva degradação económica devido aos seus consequentes e pesados encargos financeiros, transferindo-se, dessa forma, um problema crescentemente agravado para as gerações futuras."


Ou se preferirem está:

"Ainda que cada uma das empresas apresente a sua própria estrutura salarial, como é razoável, foram detectados benefícios atribuídos com relevância material que não se mostravam adequados à situação de descapitalização, falência técnica e dependência do endividamento em que estas empresas públicas se encontravam e, dentro deles, a atribuição de subsídios e prémios que nem sempre representavam, inequivocamente, um contributo ao acréscimo da produtividade e da qualidade."

TRANQUILIDADE PORTUGUESA no seu melhor!

terça-feira, 8 de novembro de 2011

As oito razões do Metro do Porto para não fazer greve

Trinta e um colaboradores da Metro do Porto apresentaram, esta terça-feira, "oito bons motivos" para a não adesão da empresa à greve de transportes.

Acho que os trabalhadores das outras empresas de transporte deviam ler não concordam?

 Aqui fica o comunicado:

 "Claro que todos temos direitos mas, tanto quanto direitos, temos obrigações, deveres, lucidez e bom senso. E é por isso que não fazemos greve: por termos a obrigação de manter uma empresa racional e equilibrada e o dever de, todos os dias, garantir a mobilidade de milhares e milhares de pessoas", lê-se num comunicado enviado à Agência Lusa.  

Outras razões apontadas para a não adesão ao protesto desta terça-feira é o facto de que do Metro depende a mobilidade de 20% da população dos concelhos servidos pelas suas linhas. 

"Também percebemos (mais, defendemos) as medidas que têm que ser tomadas, passem elas por fusões, gestões conjuntas ou sinergias de recursos". 

"E partilhamos a opinião de que o sector muito teria a lucrar se adoptasse, o mais rapidamente possível, um modelo operacional semelhante ao do Metro do Porto. Sobretudo, o Estado e os contribuintes seriam poupados a pagar uma conta manifestamente desajustada ao benefício gerado", frisam os subscritores do documento. O Metro do Porto tem capitais exclusivamente públicos (das autarquias e do Estado central), mas "sempre foi governado por um modelo de gestão idêntico ao do melhor sector privado". 

"Não há, nunca houve, acordos de empresa ou contractos colectivos (...) progressões automáticas na carreira ou prémios por antiguidade. Não houve regalias como 25 dias de férias ou tolerâncias de ponto universais. Não há nem houve sindicatos ou comissões de trabalhadores. Muito menos alguma vez houve greves. Não houve aumentos salariais equivalentes aos da função pública, apenas cortes salariais equivalentes ao da função pública", acrescentam. Os subscritores referem que o metro do Porto transporta diariamente cerca de 200 mil pessoas e desde que começou a funcionar, há nove anos, evitou 25 milhões de deslocações em automóvel, prevenindo a emissão de 343 mil toneladas de emissões poluentes. "

O sistema do Metro do Porto representa um retorno ambiental, económico e social superior a 8 mil milhões de euros (quase 5%do PIB). Cada cliente poupa por ano (em combustíveis, estacionamento e ganhos de tempo) o equivalente a 1263 euros. E mesmo quem não utiliza o metro pode sentir as suas vantagens - 340 euros de benefício anual por cidadão", salientam.


Fonte: Jornal de Notícias

domingo, 6 de novembro de 2011

Ordenados dos Administradores da CP

Amanhã, vai começar mais uma saga de greves nos transportes públicos, por isso resolvi ir ver quanto gastamos nos ordenados dos administradores da CP, que são o presidente, vice-presidente e 3 vogais.

"- Remuneração mensal fixa do Presidente do Conselho de Administração da CP é de €7225,60" (€101158,4 por ano)

"- Remuneração mensal fixa do Vice-Presidente do Conselho de Administração da CP é de €6719,81" (€ 94077,34 por ano)

"- Remuneração mensal fixa dos Vogais do Conselho de Administração da CP é de €6306,64" (€88292,96 por ano)

Acresce, carro (Mercedes E220CDIAvantag, porque a empresa tem muito dinheiro), telemóvel e mais os benefícios que todos os outros trabalhadores tem, que ainda não consegui descobrir quais são.

Se calhar os senhores trabalhadores da CP deviam era pensar numa greve para chatear os chefes e não a mim.

Não é que estes ainda ganham mais que os deputados, amanhã com a TRANQUILIDADE PORTUGUESA do costume ai vamos nós para mais uma semana de greves...


Fonte: Relatório de contas da CP de 2010


quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Subsídios imorais na Carris


Após ver a entrevista do Marques Mendes na TVI, sobre o estado das contas das empresas de transportes e mais concretamente sobre os ordenados e subsídios que os colaboradores destas empresas auferem (fica já esclarecido que não tenho nada contra esses mesmos trabalhadores, mas sim quanto a justiça das políticas aplicadas), fui consultar o site do tribunal de contas para ler se aquilo era mesmo verdade, e qual foi o meu espanto quando vi situações ainda piores.

Hoje vou só fazer algumas referência à Carris - empresa transportes públicos urbanos segmento autocarros de Lisboa.

Em relação aos custos com pessoal aqui fica o estado da empresa:

"Também naquele ano (2008), Os  Custos com Pessoal da CARRIS foram 50% Custos Operacionais e absorviam, 80% do Volume de Negócios da empresa."

Os subsídios que constam no relatório do Tribunal de Contas:
  • "Assistência médica e domiciliária gratuita."
  • "Pagamento de Medicamentos  comparticipados no montante  não suportado pelo Serviço n acional  e Saúde" - medicamentos grátis
  • "Subsídio Agente Único - trata-se de um benefício pecuniário que não depende do efectivo desempenho de funções e que é atribuído, ao pessoal tripulante, 14 meses no ano."
  • "Subsídio de Tarefas Complementares de Condução - Trata-se de um subsídio que é atribuído aos  motoristas e Guarda-freios da CARRIS e visa compensá-los pela preparação e estacionamento dos veículos, bem como pela aquisição de títulos de transporte a serem vendidos nos veículos e pela prestação de contas."
  • "Subsídio de Chefia e de Tecnicidade - Este subsídio é atribuído não apenas aos que exercem funções de chefia, mas  também aos quadros técnicos sem funções de chefia."
  • "Subsídio Condução Ponto Socorro - Subsídio atribuído aos que estão habilitados para a condução de veículos ponto socorro, independentemente de o conduzirem ou não."
Isto sim é TRANQUILIDADE PORTUGUESA no seu melhor!

Ainda há vários prémios que acumulam entre si, mas isso fica para outro post.

Qual a explicação para que um motorista de profissão tenha um subsídio para estacionar o veículo? 

Deixe o seu comentário


Fonte: Tribunal de Contas - Auditoria aos Transportes Públicos Urbanos nas cidades de Lisboa e Porto Segmentos Autocarro e Metro de 6 de Maio de 2010